Post Traumatic Stress Disorder (PTSD)

Perturbação de Stress Pós-traumático (PSPT)

O que é a PSPT?

A perturbação de stress pós-traumático é um tipo de dano emocional que, geralmente, se desenvolve como resultado de uma experiência assustadora, um evento com risco de vida ou altamente inseguro.

O indivíduo envolvido num acidente de trânsito, numa situação de assalto, sequestro ou de violação, pode perder o controlo físico e psicológico da situação, experimentando níveis elevados de ansiedade e stress, podendo alterar os padrões normais da neuroquímica, estabelecendo novas redes neuronais e novas conexões sinápticas.

A repercussão é sentida não apenas na estrutura neural, na amígdala (coração emocional, aquisição das respostas de medo), hipocampo (memória declarativa e de longo prazo) e córtex pré-frontal (regulação da resposta emocional e controlo inibitório da amígdala), mas também reproduz efeitos funcionais nas cognições formadas a partir do evento traumático, nas impressões afetivas, nos comportamentos.

Quais os sintomas?

REEXPERIÊNCIA com sintomas intrusivos associados ao trauma (pensamentos sobre evento, lembranças recorrentes e intrusivas do evento traumático, atuar ou sentir como se estivesse a reviver o trauma, sonhos perturbados relacionados com o evento…)

EVITAMENTO de estímulos associados com o trauma (evitamento persistente de situações/atividades/locais/objetos/pessoas ou temas associados ao evento traumático.

COGNIÇÕES NEGATIVAS E HUMOR com culpa persistente e distorcida de si mesmo ou dos outros, e estado emocional negativo persistente.

HIPERATIVAÇÃO em alterações de excitação e reatividade associada com trauma (dificuldades em dormir, concentrar, hipervigilância, respostas exageradas ao estímulo, comportamento irritável, explosões de raiva, ou agir de forma agressiva).

Quais as opções de tratamento?

A PSPT atinge o espírito, a alma, a mente, as emoções, as memórias e o corpo.

Daí que a melhor atitude terapêutica será aquela que utilize e concilie as abordagens psicoterapêuticas, as farmacológicas e ainda todas as medicinas e técnicas alternativas não médicas que contribuam para a recuperação do indivíduo atingido.

Os dois principais tipos de tratamentos são a psicoterapia e a medicação.

As recomendações clínicas oficiais mais recentes recomendam como tratamento de primeira linha para a PSPT a Terapia cognitivo-comportamental (TCC).

A TCC é uma classe mais ampla de intervenções que inclui ambos os tipos cognitivos e comportamentais de competências e os estudos têm demonstrado de forma consistente que as TCC, especialmente as terapias que tem foco no trauma como a Terapia de Exposição Prolongada (TEP) e a Terapia de Processamento Cognitivo (TPC), são eficazes no tratamento da PSPT.

PTSD o que é?

PTSD opções de tratamentos


Terapia de processamento cognitivo


Terapia de exposição prolongada

Compreenda o que provoca Perturbação de Stress Pós-traumático (PTSD)?

Quando uma pessoa experimenta um evento traumático, o seu corpo suspende as "operações normais" e, temporariamente, desliga algumas funções corporais como a digestão, reparação da pele e, principalmente, o processamento da memória, entre outras.

Mais tarde, no presente, quando o seu cérebro tentar processar o trauma e a mente apresenta a situação como uma memória por “preencher”, ou se descobre “fragmentos” de memória dispersos e descontextualizados, isso pode ser muito angustiante.


A angústia vem então do fato de que o cérebro é incapaz de reconhecer isto como uma "memória", porque não foi processado como tal.

Com isto, os fatos que aconteceram durante o evento traumático, as emoções associadas ao trauma e as sensações de toque, paladar, som, visão, movimento e cheiro podem ser apresentados pela mente na forma de flashbacks, como se estivessem a acontecer “neste momento”...

É por isso que QUALQUER evento traumático pode causar PTSD...

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Sabe o que é Perturbação de Stress Pós-traumático Complexo ?

A Perturbação de Stress Pós-traumático Complexo / Complex post-traumatic stress disorder (C-PTSD) é um termo científico relativamente novo. Um diagnóstico de C-PTSD inclui os mesmos sintomas de Perturbação de Stress Pós-traumático (PTSD), mas também tem 3 grupos adicionais de sintomas: dificuldades com a regulação emocional, um senso de autoestima debilitado e problemas interpessoais, como:

- Problemas constantes para manter um relacionamento,

- Ter dificuldades em sentir-se conectado a outras pessoas,

- Manter uma crença constante de que não vale “nada” com profundos sentimentos de vergonha e culpa,

- Desregulação emocional constante e severa (dificuldade em controlar as emoções).


Os sintomas de PTSD e C-PTSD podem variar em intensidade ao longo do tempo. Algumas pessoas aprendem a gerir os seus sintomas e, portanto, têm longos períodos de tempo em que não percebem esses sintomas como perturbadores, seguidos de períodos em que pioram.



Outras pessoas apresentam sintomas severos constantes, ou podem ter sintomas só quando estão sob um estado de stress generalizado, ou quando se deparam com lembretes/pistas do que passou…

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O que é trauma psicológico?

O termo trauma psicológico tem sido aplicado em tantos contextos por tantas pessoas que se perdeu parte do seu significado original. Frequentemente, o termo trauma é usado para se referir quer a eventos negativos que produzem sofrimento, quer ao próprio sofrimento. Tecnicamente, “trauma” refere-se apenas ao evento, não à reação pós-trauma, e deve ser reservado para eventos importantes que são psicologicamente avassaladores para um indivíduo (Briere & Scott, 2015).

O conceito de trauma psicológico poderá ser entendido, na sua generalidade, como uma resposta emocional a um acontecimento traumático, como por exemplo uma morte violenta, exposição ao combate, acidente grave, violação ou desastre natural, que abalou de tal forma o indivíduo que provocou modificações consideráveis no seu modo de funcionamento psíquico (Pereira, 2012).

O trauma psicológico é um tipo de dano emocional que ocorre após um acontecimento traumático, mas também psicologicamente significativo, como por exemplo estar numa situação ameaçadora, humilhação, abuso mental, perda de familiar próximo e significativo ou ver algo terrível a acontecer a outra pessoa. Imediatamente após o evento, choque e negação são respostas típicas. As reações a longo prazo incluem dificuldade na gestão emocional, flashbacks, relacionamentos tensos e até sintomas físicos, como dores de cabeça ou náusea. Embora estas respostas sejam normais, algumas pessoas têm dificuldade em seguir em frente com as suas vidas (APA, 2019).

O Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, 5ª edição – DSM 5 (APA, 2014) define trauma psicológico como uma experiência de exposição a um episódio concreto de morte ou ameaça de morte, lesão grave ou violência sexual. Estes eventos podem ter sido experimentados pela pessoa diretamente, testemunhados diretamente, ou ter sido confrontada com uma notícia que um destes eventos que envolveram morte real, ameaça de morte ou lesão grave ocorreu com uma pessoa próxima significativa. O novo critério de diagnóstico do trauma psicológico neste manual inclui exposições repetidas a eventos traumáticos ou a detalhes aversivos dos eventos traumáticos (por exemplo, socorristas na recolha de restos humanos, polícias expostos repetidamente a detalhes de abuso de crianças).

Para a consideração do trauma psicológico no ICD-10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde – Organização Mundial de Saúde, 2016), no sentido da PSPT, é transmitido um conceito diferente, designadamente: exposição a situação ou acontecimento “de natureza excecionalmente assustadora ou catastrófica, que seria suposto causar angústia global na maior parte das pessoas”.

Embora estas definições sejam úteis, muitos autores contestam estes critérios de diagnóstico (categorial) por serem limitados à “exposição a episódio concreto de morte ou ameaça de morte, lesão grave ou violência sexual”, uma vez que muitos eventos “stressantes” podem ser traumáticos mesmo em situações em que a ameaça de vida ou de lesão possam não estar presentes.

Nas características diagnósticas do DSM 5 podemos verificar que os eventos “muito stressantes” não são considerados como sendo eventos traumáticos. Incluindo o abuso emocional extremo, perdas ou separações significativas, degradação ou humilhação, coerção (não física ou violenta), experiências sexuais – subestimando indubitavelmente a extensão do trauma psicológico na população geral.

Por outro lado, ao não considerar o diagnóstico dimensional (i.e., significado do evento para a pessoa) também vem dificultar a avaliação e diagnóstico de uma perturbação de stress em indivíduos que experimentaram perturbações pós-traumáticas, uma vez que o critério A é um pré-requisito para a PSPT e Perturbação Aguda de Stress.

Em Psicologia, torna-se relevante compreender-se o trauma psicológico como algo que tem origem no exterior, num acontecimento externo, mas que tem repercussões a nível interno ao nível do funcionamento psíquico.

No cérebro humano, as alterações decorrentes do trauma nada mais são do que uma tentativa de resposta adaptativa à nova ordem imposta por eventos que desestruturam os Esquemas Cognitivos (i.e., conjunto de crenças, regras e pressupostos que regem o nosso modo de ver e interpretar o mundo, e a nós mesmos). A repercussão é sentida não apenas na estrutura neural, mas também tem os seus efeitos funcionais, nas cognições formadas a partir do evento traumático, nas impressões afetivas, nos comportamentos e nas reações fisiológicas.

Apesar das diferentes características e natureza dos acontecimentos traumáticos, é importante reter que a subjetividade do indivíduo e a sua vulnerabilidade para o trauma psicológico contribuem e marcam significativamente a perceção e vivência de um acontecimento enquanto traumático.

“Um acontecimento é traumático quando o indivíduo sente que não possui capacidades ou recursos pessoais e/ou sociais para lidar com o mesmo, conduzindo-o a uma reação de stress intenso, mal-estar significativo e disfuncionalidade.”

In Milton, A. (2021). Luto e Crescimento Pós-Traumático. In S. Gabriel, M. Paulino & T. Baptista (Eds.), Intervenção Psicológica no Luto. Lisboa: Pactor

O que são os “Ataques de Pânico” ou de “Ansiedade”?

O ataque de pânico é um fenómeno físico resultante do processo de ansiedade, quando se sente um nível extremo de ansiedade!!

A ansiedade é um fenómeno físico e senso-percetivo de reação à emoção medo, provocado pela libertação de adrenalina no sangue pelas glândulas suprarrenais que injeta corticosteroides no sistema linfático, sobretudo cortisol (hormona do stress), que prepara o nosso organismo para a ação, para grandes esforços físicos, estimulando o coração, elevando a tensão arterial, relaxando certos músculos e contraindo outros.

Por vezes, como efeito secundário de medicação, drogas ou de debilidades físicas diversas, existe uma libertação de adrenalina em excesso causando assim um colapso físico, sentindo-se um estado de pânico. Este colapso físico, tendo sintomas semelhantes à ansiedade, faz com que a mente acredite poder estar num estado iminente de morte (perigo), e aqui pode iniciar-se o primeiro evento do síndroma de pânico. A partir deste evento isolado de pânico pode gerar-se o medo de sentir novamente o pânico! Um tipo de medo aprendido (condicionamento clássico) e mantido (condicionamento operante).

Quem sofre desta perturbação sente uma ansiedade máxima em situações inexplicáveis, não conseguindo reconhecer os medos que lhes são inerentes.

Sintomas mais frequentes dos ataques de pânico:

– Dificuldade respiratória ou sensação de estar a sufocar

– Vertigens, instabilidade ou desmaio

– Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado

– Tremuras ligeiras ou acentuadas

– Sudação

– Falta de ar

– Náuseas, dor de estômago ou diarreia

– Sensação de irrealidade, estranheza ou separação do meio envolvente

– Sensações de adormecimento ou de formigueiros

– Ruborização ou calafrios

– Dor ou incomodidade no peito

– Medo de morrer

– Medo de «tornar-se louco» ou de perder o controlo

Estes sintomas são tão fortes, que ao acreditarmos que vamos morrer, criam-se só por si um trauma inconsciente e resistente que provoca um processo mental profundo e contínuo de afastamento de todas as experiências que interpretamos na altura serem a causa do colapso físico vivido.

Como a nossa mente não conseguiu entender que as causas reais deste colapso tiveram na sua origem uma debilidade física (pois o seu corpo e o cérebro emocional não distinguem entre coisas que pensa ou imagina e a experiência real, física) relaciona os fatores externos que aconteceram nesse momento, como por exemplo: o lugar e as circunstâncias onde estavam, os pensamentos que tinham, como experiências agressoras e perturbadoras a evitar no futuro.

Este processo mental erróneo provoca uma ansiedade elevadíssima todas as vezes que se está perante estas experiências consideradas agressoras.

As pessoas perturbadas com esta síndrome são levadas a pensar que têm fobias diversas quando na verdade o que sentem é um medo extremo de estar expostas a experiências que a mente entende como potencialmente ameaçadoras.

Tratamento:

Os Ataques de ansiedade / Pânico tratam-se na sua origem, ajudando as pessoas que sofrem a identificarem a emoção de medo traumático resultante do evento desencadeador de pânico (e sua interpretação desse mesmo evento) e a lidarem com esta.

Diversos estudos clínicos demonstram a eficácia da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) no tratamento da Perturbação de Pânico.

A TCC consiste em ensinar ao paciente procedimentos terapêuticos que visam a redução dos sintomas físicos da ansiedade (relaxamento e treino de respiração), da esquiva fóbica (terapia de exposição aos estímulos desencadeantes dos ataques de pânico) e a modificação dos pensamentos disfuncionais (reestruturação cognitiva).

O tempo de duração é curto e a autoaplicação, entre as consultas, das técnicas aprendidas é essencial para o sucesso do tratamento e para a manutenção da melhora clínica a longo prazo.

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